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O que é PEI

Desenvolvido por Reuven Feuerstein, PEI é atualmente considerado um dos programas mais inovadores e promissores no contexto da educação, utilizado para modificar e majorar a estrutura cognitiva do indivíduo e transformá-lo em um pensador autônomo e independente.

Feuerstein pensa que o baixo rendimento na escola é o produto do uso ineficaz das funções que são pré-requisitos para um funcionamento cognitivo adequado. Para tanto, elaborou seu Programa de Enriquecimento Instrumental que tem como objetivo potencializar, desenvolver, refinar e cristalizar os pré-requisitos funcionais do pensamento.

A modificabilidade estrutural cognitiva apresenta um enfoque de modificação ativa, contrário de uma aceitação passiva. Considera a inteligência um processo dinâmico de auto-regulação, capaz de dar respostas à intervenção dos estímulos ambientais. Isto se consegue através da interação ativa entre o indivíduo e as fontes internas e externas de estimulação. A modificabilidade cognitiva é produto da Experiência Específica de Aprendizagem Mediada.

O mediador (pais, professores, tutores, etc...) desempenha um papel fundamental na transmissão, seleção e organização dos estímulos.

Não admite que os determinantes distais (fatores genéticos, orgânicos, ambientais, etc...) produzam uma deterioração irreversível nos indivíduos. Os determinantes próximos (carência de aprendizagem sistematizada, ambiente empobrecido socioeconomicamente) podem produzir graves deteriorações no desenvolvimento cognitivo, mas nunca irreversíveis.

A modificabilidade estrutural cognitiva é uma teoria que descreve a capacidade única do organismo humano para transformar a estrutura de seu funcionamento.

Feuerstein fala de duas modalidades responsáveis pelo desenvolvimento cognitivo diferencial do indivíduo.

Estas duas modalidades são:

1) A exposição direta do organismo a estimulação.

2) A experiência de aprendizagem mediada.


A exposição direta do organismo a estimulação

O organismo em crescimento, dotado de características psicológicas determinadas geneticamente, modifica-se ao longo da vida ao estar exposto diretamente aos estímulos.

A Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM)

É a forma na qual o estímulo emitido pelo meio transforma-se através de agentes mediadores, geralmente professores e pais. Estes agentes humanos selecionam os estímulos do meio, os organizam, reordenam, agrupam e os estruturam em função de uma meta específica Os efeitos da experiência de aprendizagem mediada, introduzem no organismo uma grande variedades de estratégias e processos condutores na formação de comportamentos, que são por sua vez pré-requisitos para o bom funcionamento cognitivo. Como conseqüência de tudo isso, o sujeito passa a tomar parte de seu processo de aprendizagem de forma ativa, ou seja, como processador e transformador da informação, estando aberto a modificabilidade cognitiva. O método de Feuerstein propõe a avaliação dinâmica e a intervenção estrutural e funcional.

Esta intervenção é estrutural na medida em que a modificabilidade cognitiva pretende mudanças na estrutura do funcionamento cognitivo, que alteram o curso e direção do desenvolvimento. O objetivo da intervenção mediada é promover a modificabilidade cognitiva através do desenvolvimento dos processos cognitivos superiores. Feuerstein preocupa-se, sobre tudo, com o desenvolvimento da cognição (conhecimento pela inteligência) e por seus processos (atenção, memória, percepção, generalização, funções psicológicas superiores etc...) como determinantes do comportamento inteligente. Processos que ajudam a criança a confrontar-se com seu meio. Neste sentido, a teoria da Modificabilidade Cognitiva estaria na linha da psicologia cognitiva, na medida em que tenta estudar como o indivíduo obtém a informação (adquire, codifica, armazena e a usa mais tarde, generalizando-a e aplicando-a em situações novas).

Mesmo muito interessado na cognição a metodologia do Prof. Reuven Feuerstein entende a emoção e afetividade como fatores importantíssimos para a aprendizagem humana

O termo potencial de aprendizagem tem duas aceitações importantes neste modelo:

a) por uma parte, refere-se à capacidade que possuem os indivíduos para pensar e desenvolver uma conduta mais inteligente com ajuda de um outro mais competente. O potencial de aprendizagem é caracterizado pela diferença entre o que se pode fazer sozinho e o que se pode fazer com ajuda. É neste espaço que se pretende trabalhar para desenvolver habilidades e competências humanas.

b) por outra parte, refere-se ao fenômeno da modificabilidade humana, que se consegue através de uma situação de aprendizagem estruturada. A aprendizagem mediada produz um forte impacto na conduta dos indivíduos, fazendo que estes adotem uma série de pré-requisitos cognitivos, inexistentes anteriormente em seu repertório de condutas.

O Modelo de Avaliação Dinâmica (LPAD) pretende descobrir o índice de capacidade para aprender (potencial de aprendizagem), que existe no indivíduo e que está oculto. Ou com outras palavras: tenta descobrir que tipo de intervenção será mais apropriada para levar o sujeito a aprender a aprender e a utilizar os novos conhecimentos de forma eficaz.

 

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